
É verdade eu sei. Todo final de temporada voltam-se as discussões sobre o formato do campeonato brasileiro de futebol. Por um momento se acreditava ter chegado a um formato ideal onde se beneficiava aquele time que melhor se planejava, melhor se preparava, enfim, o clube mais estruturado do futebol brasileiro. Os questionamentos surgem a partir do momento que vemos umas últimas rodadas de rivalidades extremas, provocando inclusive motivos para corpo-mole e as famosas “malas-brancas”. Não adianta querer dizer que este formato é o mais JUSTO. Digo isso porque sei muito bem o significado da palavra JUSTIÇA que pelo meu famoso amigo GOOGLE define como sendo a igualdade entre todos os cidadões.
Não tenho objetivo nenhum em criticar os clubes por obterem estratégias de arrecadação diferenciadas, e obterem vantagens competitivas perante os adversários no certame, mas, critico sim a igualdade entre os clubes de receitas fixas como televisão (ver link anexo) e ajuda de custo do clube dos 13. Sou fã do programa de sócio do Internacional de Porto Alegre. Não é a toa que são campeões de tudo. Porém, acho que devemos premiar a organização e acabar com a pouca vergonha que há no futebol há muitos anos. O virtual campeão brasileiro 2010, o Fluminense, é o clube que apresentou a maior dívida do futebol brasileiro em 2009, com aproximadamente R$329MM (ver link anexo). Como isso é possível? Tudo bem existe a UNIMED na jogada, mas, mesmo assim, soa um pouco estranho que um clube com tal dívida seja capaz de contratar estrelas como DECO, BELETTI, MURICY RAMALHO e por aí vai. A mesma coisa foi com o Flamengo de 2009. O Corinthians de 2005 com a MSI. Salve o São Paulo e o Cruzeiro que foram frutos de boas administrações.
O que quero dizer com tudo isso é que existe uma clara diferença entre os orçamentos dos 20 times que disputam o campeonato brasileiro da Serie A, deixando o título nas mãos de poucos ao longo dos anos. A classificação final dos campeonatos acabam refletindo uma realidade econômica do nosso país.
Usa-se muito os formatos dos campeonatos europeus como exemplo, mas, vejam vocês: Espanha (Real Madrid e Barcelona), Itália (Milan, Inter e Juventos), Alemanha (apesar do Wolfsburg, é Bayer vs. o resto), Inglaterra (Man. United, Chelsea e Arsenal) e por aí vai.
Desse jeito, nunca mais veremos um Bahia, um Coritiba, um Atlético-PR, um Sport ou um Guarani voltar a ser campeão brasileiro. Nunca veremos um Vitória, um Avaí, um Figueirense ou um Ceará levantar a taça.
Em minha opinião deveremos sim beneficiar as melhores campanhas, mas não entregar o título diretamente, sem o mata-mata. Se for o melhor do Brasil, ganha de quem vier pela frente.
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